O projeto Teatro a Bordo, da Cia. Abaréteatro, em temporada pelo interior de São Paulo, chega a Piracicaba com atrações para todas as idades. A arte e a cenografia do projeto, que celebra os 200 anos de abertura dos portos brasileiros a nações amigas, são assinadas por Lia Renha, diretora de arte de minisséries de TV como Hoje é dia de Maria. Resultado de um trabalho de 137 pessoas, entre artistas e técnicos, o Teatro a Bordo chega a Piracicaba após percorrer seis cidades do litoral (Santos, Guarujá, Itanhaém, Peruíbe, São Vicente e Cubatão), dez bairros de Santos em um total de 112 atrações. Este mês, o projeto foi levado para outras duas cidades do interior de São Paulo (Osasco e Hortolândia) e passará ainda por Bauru. Desde seu lançamento, em junho, mais de 105mil pessoas já assistiram às apresentações.
Em Piracicaba as apresentações acontecerão nos dias 19, 20 e 21 de setembro, na Praça Central, das 15 às 21 horas. O projeto é uma apresentação de AcelorMittal e Belgo Bekaert Arames. A companhia paulista Abaréteatro lançou o projeto com uma programação incluindo peças de teatro, teatro infantil, teatro de bonecos, apresentações de bandas, intervenções e sessões de cinema. Além do Abaréteatro, outros grupos se apresentarão no projeto: Circo Navegador, Cia. De 4 No Ato, Russo Jazz Band, Banda Siri Na Latta, Bárbara Pappert e o convidado local Tom Brasa. A maioria dos espetáculos tem inspiração no folclore, na cultura e na história do Brasil.
Com nove metros de comprimento e seis de largura, o contêiner do Teatro a Bordo foi idealizado pelo grupo para cumprir as funções de palco e baú para o transporte dos cenários e equipamentos de iluminação e som. Depois de estacionado, um dos lados do contêiner se abre e vira um tablado. O transporte é feito por um caminhão, que leva a estrutura aos locais públicos onde acontecerão as exposições em cada cidade. Para Talita Berthi, coordenadora do projeto, o retorno do público, de todas as idades, nestas apresentações tem sido excelente: “O contêiner funciona como um instrumento de trocas e de culturas, acho que por isso as pessoas se identificam tanto com o projeto e com os espetáculos”, afirma.