A crise mundial financeira tem assustado até mesmo o vendedor de cachorro quente, isso porque a mídia divulga números, demissões em massa e outras “desgraças” decorrentes do fato sem, na maioria das vezes, explicar o que acontece.
Como ficam então os funcionários das empresas que compram o cachorro quente (ou não) do tal vendedor? Quase sempre, sem entender nada.
Cabe aqui, mais uma fez, as manobras do comunicador. Antes de mais nada é preciso fazer uma análise real das probabilidades da empresa ser atingida diretamente, se realmente há riscos de demissões, enxugamento de quadros e áreas, quebra de contratos com fornecedores, etc. Isso porque, muitos seguimentos não sentirão o impacto da crise, apenas assistirão.
Somente após identificar a real conjuntura da empresa o comunicador poderá orientar os processos de comunicação com os seus stackholders. Pra isso é preciso entender as características da crise para poder informar e tranqüilizar seus públicos a fim de que eles fiquem mais seguros quanto à situação e resultados da empresa no mercado.
Esse é o principal papel dos comunicadores: gerar informação e relacionamento para harmonizar as expectativas dos públicos de interesse estratégico da empresa.
A crise em uma empresa é gerada a partir do momento em que o consumo de seus produtos e serviços são reduzidos. Tal crise pode atingir o vendedor de cachorro quente, se seu ponto de venda ficar em frente à montadora da GM em São Caetano, mas não se ele estiver em frente a um estádio de futebol durante a disputa de uma final de campeonato.
Por: Alessandra Fraga
