17
mar
11

Escritório de repórter

Olá!

Ontem, quando organizava algumas fotos, encontrei esta aí, feitas pelo meu parceiro de reportagem e amigo Rafael Mischiatti.

A descoberta me rendeu algumas lembranças do meu tempo de “rua”: frio demais, calor demais, trânsito demais, espera demais, fome demais, sede demais e o quanto fui feliz demais em meus tantos escritórios improvisados: no carro, na praça, na padaria, cemitério, delegacia, teatro… O jornalismo, especialmente em TV na minha opinião, é como uma mosquinha que te pica e te faz ser um viciado em reportagem de rua.

É na rua que tudo acontece, é na rua que estão as pessoas,  os fatos. É na rua que está a vida vivida, é em cada esquina que está a oportunidade do furo, é na rua que mora a adrenalina do perigo, da incerteza, da alegria, da tristeza.

Jornalismo na rua é viciante: consegue neutralizar pudor, encorajar, desvergonhar, apoderar qualquer mortal amante da profissão por doses de informação de primeira mão.

Beijo, tchau.


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