Arquivo para Outubro, 2008

31
Out
08

Jornal Mural não é quadro de avisos

O Jornal Mural, presente em muitas empresas, é um veículo comunitário diferente do quadro de avisos, que traz informações sobre a empresa e mudanças da mesma.

No entanto, o Jornal Mural deve receber os mesmos cuidados que os quadros de avisos: local iluminado, bom posicionamento, limpeza visual, etc. O JM deve trazer recortes de jornais e revistas, além de ilustrações de interesse dos funcionários, que inclusive, podem e devem ser trazidos pelos mesmos.

 A participação da comunidade empresarial é muito importante no entanto, é preciso que haja critérios para a divulgação dos materiais. Frequêntemente os funcionários trazem para vinculação, materiais que abordam fofocas e brincadeiras de péssimo gosto ou de cunho ofensivo. Quando isso acontece, o melhor é dizer claramente o motivo pelo qual o material não será divulgado.

O Jornal Mural pode trazer também os classificados, um espaço onde o funcionário possa  publicar seus anúncios de compra, venda, troca, etc. A elaboração dos classificados deve ser solicitada ao coordenador do JM, para que haja padrão de texto e conteúdo.

O JM é uma ferramente que costuma fazer muito sucesso entre os funcionários após as refeições, quando estes tem um tempinho livre antes de voltar ao trabalho. Por este motivo o quadro deve ser colocado próximo à saída do refeitório ou na área de lazer.

Em hipótese alguma, informativos da empresa devem ser vinculados neste espaço, isso mudaria totalmente a visão dos funcionários com relação ao veículo. O que inclusive poderia gerar desinteresse e o fracasso total da ferramenta.

 

Por: Alessandra Fraga

24
Out
08

Endomarketing. Seu colaborador está preparado para comprar e vender sua marca?

 

Endomarketing é mais do que vender seus produtos e sua empresa para seus próprios funcionários. É uma forma de comunicar que inclui ferramentas que tendem a transformar em aliados empresa e funcionário.

O marketing interno busca ampliar a empatia, o comprometimento para ganhos de produtividade. No entanto, não trata-se de um processo educativo, pois a motivação não pode ser criada, ela é advinda de cada indivíduo, podendo apenas ser estimulada através do gerenciamento contínuo das ferramentas de endomarketing.

A busca por uma aliança entre satisfação dos empregados e aumento de produtividade, através das ferraments de marketing interno, pode fracassar caso outros fatores considerados mais importantes, pelos funcionários, não sejam ao menos lembrados.

 Sendo assim, antes de decidir pela implantação das ferramentas de endomarketing é preciso se perguntar:

 

 A comunicação da empresa é clara?

Os funcionários são livres para se manifestar e expor suas idéias?

Sua empresa oferece plano de carreira?

Todos conhecem a empresa onde trabalham?

Todos conhecem os valores da empresa?

A empresa apóia o desenvolvimento de seus funcionários?

Sua empresa oferece ambiente de trabalho saudável? E isso inclui ergônomia, luminosidade, higiêne, relacionamentos profissionais adequados e outros.)

Como sua empresa fala aos funcionários?

 

Caso sejam encontradas problemáticas referentes à estas questões, é melhor repensar ou até mesmo escolher um melhor momento para a implantação do endomarketing. Pois esta ferramenta não deve ser vista como solução para os fatores acima.

Saiba que, empresa é um produto vendido pelos seus colaboradores através de remunaração, crescimento profissional status e fluxo de benefícios.

 

 Algumas ferramentas de endomarketing

 Vídeos institucionais ou de apresentação dos produtos. O objetivo é colocar a equipe interna em contato direto com a realidade em que o seu produto é utilizado;

Manuais  técnicos, educativos ou de integração. Apresentam produtos , serviços, lançamentos e tendências, esta última em relação à tecnologia e à moda.

Vídeos de integração.Contribuem para a divulgação em geral, ou para reforçar algum aspecto da cultura organizacional;

Revistas com histórias em quadrinhos;

Jornal interno com a utilização de vários encartes, como, por exemplo, área de recursos humanos, projetos, produção e associação de funcionários. Pode ser utilizada também a versão do jornal de parede;

Cartazes motivacionais, informativos ou em forma de quebra-cabeça. Tem por objetivo transmitir novas informações para a equipe interna;

Canais diretos  Reuniões com a diretoria, presidência ou ouvidoria;

Palestras internas. O objetivo é apresentar as novidades da empresa, as tendências e a evolução que a mesma teve;

Grife interna registro em roupas (uniformes), bonés e acessórios;

Memória, ou seja, o resgate da história da empresa, com o objetivo de passar a evolução da mesma, às pessoas que a desconhecem;

Rádio interna;

Vídeo jornal para a divulgação de lançamentos, pronunciamentos de diretores e gerentes;

Intranet

Convenções internas uso da equipe interna para divulgação de atividades.

Se sua empresa está preparada, todos só tem a ganhar com o endomarketing. Embora estimativas apontem resultados de aumento de produção em cerca de dois anos, a mudança de postura e envolvimento poderá ser imediata.

 

 

 

Por: Alessandra Fraga

 

22
Out
08

Ser assessor não é fácil!!!

As vezes para convencer o cliente de qual é o seu trabalho,  o assessor precisa fazer workshops com o tema “o que é, como funciona e para que serve uma assessoria de imprensa”.

 Antigamente as redações recebiam uma avalanche de textos, cheios de elogios e sem conter notícias de interesse público. Infelizmente isso ainda acontece e só serve para “queimar o filme” do assessorado.

A Aberje (Associação Brasileira de Comunicação empresarial), na década de 80 profissionalizou o setor inclusive com prêmios anuais que são referência para Agências e profissionais do ramo.

Os assessorados precisam estar cientes de que:

 

Press release, significa a informação a ser enviada para a imprensa. Precisa trazer algo de interesse de um grande número de leitores. Com informações sobre a organização que está por trás, para dar credibilidade. Só assim terá chances de ser publicado.

Entretanto, é válido lembrar que não é um folder e nem uma notícia, servirá para o jornalista se pautar. E não adianta ficar ligando um milhão de vezes para a redação porque a única coisa que irá conseguir é a indiferença do redator.

 

 

 

 

21
Out
08

Oh abre alas, pro meu portal entrar!!!

Na era digital, mesmo sendo chavão, sua empresa merece um portal bem estruturado, colorido, cheio de informações, onde tudo que é realizado aparece na primeira página. Deve ter muito movimento e milhares de link que levam pro mesmo lugar.

Na,na,ni,na, não. Para que sua empresa seja reconhecida e receba visitas na internet, seu site não precisa de firulas, pelo contrário, seu portal precisa ser global.

Com design agradável, deve informar de onde o internauta (cliente) veio, onde ele está e para onde vai, através de links que sinalizem sua navegação.

O conteúdo cruzado, também é uma ótima forma de manter o cliente em seu site. Além disso, permite melhor aproveitamento do conteúdo disponível, através de um simples click seu cliente internauta pode chegar a determinada informação a abaixo desta ter outros links para informações similares ou complementares.

Um portal clean traz idéia de objetividade, segurança e credibilidade pois, enfatiza e destaca seus produtos e serviços e não o banner piscando à direita ou pop-up atrapalhando no meio da página.

Salvo se você oferece winks com carinhas engraçadas, reveja seu portal. Muitas vezes o que é simples cumpre com maestria o seu papel.

Por: Alessandra Fraga

 

17
Out
08

Marketing pessoal ou propaganda gratuita?

No mundo corporativo, cada um faz o que pode para se destacar e ocupar o melhor lugar ao sol ou a melhor cadeira no escritório. É aí que entra o marketing pessoal, um aliado ou simplesmente um tiro no pé. A ferramenta há algum tempo é comentada e praticada por aí. No entanto, muitos não tem consciência da responsabilidade que terá quando decidir andar por aí com seu pacotinho de vantagens, criado por eles mesmos. O marketing pessoal nada mais é do que se preparar para cair no mercado profissional e isso inclui acesso à informação, boa formação, visão global, ousadia e atitude.

Se classificar como profissional expert não basta, é preciso “ser expert” pois, a inteligência, ou falta dela, não engana a todos por muito tempo.

O jeito é arregaçar as mangas e fortalecer todos os dias nosso marketing pessoal.

 

 

Por: Alessandra Fraga

17
Out
08

Blog3: “Dá pra fazer uma gambiarra?”

Depois do post de ontem, vale a pena dividir com vocês a opinião de Fabio Betti publicada no http://novacia.x.iabc.com/2008/10/06/blog-corporativo-para-que. Com muito bom humor, ele relata exatamente o nosso “calvário” de cada dia. Veja parte do texto:

“Blog corporativo para quê?

Uma grande multinacional instalada no Brasil nos encomendou um projeto de blog para seu presidente. Problema 1: o presidente fala muito mal português. Problema 2: ele não quer escrever seus próprios textos. Problema 3: ele não tem tempo para se dedicar a um blog. Problema 4: os comentários dos funcionários (o blog seria restringido apenas ao público interno) teriam que ser censurados antes de publicados. Com um briefing desses, esqueço momentaneamente minha “alma de vendedor” e me pergunto: por que, afinal, uma empresa ia querer um blog que não poderia funcionar como um blog corporativo?”

 

 

 

Por: Alessandra Fraga

15
Out
08

Blog2: sua empresa pode falar?

Na onda dos blogs corporativos todo plano de comunicação moderninho apresenta esta ferramenta como o canal que trará solução imediata para os problemas de comunicação da empresa, seja com seus públicos internos ou externos.

Que a ferramenta está em alta e que se usada com inteligência e compromisso pode dar certo, ninguém pode negar. Mas antes de criar um layout bonitinho e sair por aí postando o que pra você, comunicador, é relevante, espere.

Reflita um pouco mais antes de optar pelo blog como uma opção para sua empresa, faça perguntas a você mesmo e às pessoas que estarão diretamente relacionadas:

A presidência está aberta à nova ferramenta?

A empresa está preparada para dar retorno aos comentários postados, mesmo que estes sejam reclamações?

Há quem possa pesquisar mercado, tendências e manter o blog atualizado?

A empresa tem informações relevantes para postar?

Se até aqui as respostas foram positivas, talvez você já possa seguir em frente. No entanto, é preciso saber que o retorno não é imediato, muitos de seus posts ficarão sem ao menos um comentário. Nesta hora a persistência e o compromisso o farão continuar.

Porém, com  transparência,  agilidade,  criatividade e  interatividade, seu novo canal de comunicação ganhará força e poderá se tornar um sucesso.

 

Por: Alessandra Fraga

15
Out
08

Responsabilidade social e crescimento sustentável

O mundo, em geral, enfrenta diversas problemáticas. Os governos buscam parcerias, a cada dia surgem ongs com trabalhos específicos relacionados a grandes causas como preservação da natureza, combate à miséria e à violência. As empresas precisam dar sua colaboração, não só na questão de preservação ambiental mas no que se refere ao desenvolvimento social.

As práticas socialmente responsáveis contribuem com a questão de sustentabilidade. Haja vista as grandes corporações que frequentemente patrocinam atletas ou veiculam suas propagandas associadas a nomes que são intitulados como “gente que faz” .

Estar atento à sociedade, como um todo, faz total diferença. A causa tem assumido tal proporção que até entrevista de emprego dá vez àqueles que já fizeram trabalhos voluntários.

A mentalidade deve ser trabalhada para extinguir a questão apenas filantrópica e buscar ações com a comunidade. Nesse critério até mesmo as microempresas, que na maioria das vezes não dispõe de capital para ações sociais, podem colaborar dando assistência ao bairro onde se encontra instalada. Cooperando com seu crescimento através de análise de problemáticas e busca de alternativas junto à população.

Ser socialmente responsável inclui também a atenção que a empresa dá aos próprios funcionários e seus dependentes, não só no que se refere à assistência mas também a conscientização.

14
Out
08

Estamos em crise. E agora?

 

Nenhuma empresa que atua de maneira expressiva no mercado, que tem visibilidade junto ao setor que atua e sociedade, está livre dos momentos de crise.

O vazamento de algum produto tóxico, um programa de demissão em massa, transições presidenciais, venda de parte dos negócios e tantos outros acontecimentos podem gerar as chamadas crises.

Ter um plano de gerenciamento de crises fará toda diferença em todas as etapas da turbulência e mesmo quando ela passar. Estar preparado para a crise pode evitar maus entendidos internos e externos, o que sustentará a empresa e sua credibilidade quando tudo passar.

Para se construir um plano de gerenciamento de crise, antes de mais nada, é preciso envolvimento da diretoria e o compromisso dos mesmos com o preparo, treinamento e simulações. A partir daí deve-se nomear o porta-voz, que pode ser o CEO ou quem esta um cargo abaixo, dentro da hierarquia.

Feito isso, é preciso identificar os pontos vulneráveis da empresa, que situações poderiam gerar crises.

Acreditar que a empresa é muito boa no que faz não a deixa livre de ter sua imagem prejudicada após uma crise, por isso, é melhor prever possibilidades de falha humana, mecânica ou até mesmo consequências provocadas por fenômenos naturais.

Identificados os pontos vulneráveis é hora de agir, preparar simulações de crise, levantamento de perguntas que poderão ser feitas pela mídia e stakeholders ( públicos que se relacionam com a empresa), possíveis soluções para a crise e respostas satisfatórias que poderão ser dadas. Vale lembrar que explicações técnicas não convencem, pois é preciso falar com todos ao mesmo tempo quanto a notícia “estourar”.

Depois disso é preciso ter as palavras chaves que farão parte das notas e entrevistas, o que contribuirá para o melhor alinhamento de todas as formas de comunicação durante e depois da crise.

Manter um canal de comunicação rápido e eficiente, durante crise, demonstrará responsabilidade e evitará a geração de imagem de uma empresa negligente pois, o julgamento público é pior que o da justiça.

Quando e se a crise chegar, todos os envolvidos: porta-voz, diretoria e comunicadores deverão saber tudo sobre a problemática e exatamente como e o quê será dito.

Quando os bons ares retornarem a crise não deve ser simplesmente esquecida, é preciso manter um canal de comunicação aberto para que o assunto seja discutido junto aos stakeholders até que a crise se dissipe naturalmente e com ela todos os comentários e boatos.

Rapidez, transparência e coêrencia são pontos chaves para manter a credibilidade e vida longa à empresa, também depois da crise.

Por: Alessandra Fraga

 

 

 

 

 

 

 

09
Out
08

Há clima para Pesquisa de Clima?

Em algumas empresas, a Pesquisa de Clima ou de Satisfação é aplicada somente pelo RH ou pela Comunicação. No entanto, o mais comum, e ao meu ver o mais adequado, é que os departamentos trabalhem em parceria.

A pesquisa que deve ser respondida por todos os funcionários, busca entender como a empresa é vista por seus colaboradores, onde é preciso investir, se os benefícios estão adequados, se o grêmio deve ter campo de futebol ou academia de ginástica, mas muito mais que isso: deve buscar o envolvimento de todas as pessoas que compõem a organização, para que todos sintam-se parte das melhorias que virão.

Não há resultado de pesquisa de clima onde todos estão satisfeitos (desde que as respostas sejam sigilosas, é claro). Por isso não há melhor momento para a aplicação da Pesquisa. A diretoria quer sempre que o “clima” esteja melhor para isso. O chão de fábrica quer botar a boca no trombone e as áreas administrativas querem saber se logo receberão aumento salarial ou ajuda de custo.

O momento para a aplicação da Pesquisa parece nunca ser o melhor, então o jeito é criar uma relação sincera com todos e montar uma forte campanha de comunicação interna sobre o que é a Pesquisa, pra que serve, como será feita, como o resultado será apresentado, e principalmente comunicar que ninguém será demitido por dar uma resposta que não agradará seu chefe. O importante é não criar expectativas quanto à mudanças imediatas, até porque, isso depende de “N” fatores.

Para conseguir a participação de todos é preciso estímulo, que respeitando a hierarquia, deve vir de cima, da presidência e atingir até o último subordinado. Cada liderança deve apoiar a participação de sua equipe  esquematizando divisão de turmas em setores que não podem parar.

No dia da pesquisa é importante preparar um ambiente receptivo, em auditório, por exemplo, onde o colaborador esteja à  vontade para responder todas as questões. Os questionários, apenas com identificação do departamento ou setor, nunca com nome, devem ser depositado em uma urna lacrada. E por que não servir um coffee-break na saída ou até mesmo um brinde para marcar esta nova etapa?

O resultado deve ser apresentado o quanto antes e inteiramente comentado pela diretoria, as respostas que desagradam não podem ser evitadas. Isso trará transparência e credibilidade entre empresa e colaborador, mesmo que o campo de fútebol fique para o ano que vem.

 

Por: Alessandra Fraga




 

Outubro 2008
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